09/05/2011
23/03/2011
Califórnia Dreams


O team Lightning Bolt, composto pelos atletas Alexandre Ferreira (Pt), Nuande ‘Pekel’ Silva (Br), Jord Fortmann (Hol), Gege Brasset (Fr), partiu ontem para a Califórnia, EUA, para mais uma surftrip promovida pela marca.
29/06/2010
Bolt Riders a surfar Moçambique – O video
Já aqui tínhamos deixado o trailer, mas definitivamente vale a pena ver o vídeo desta surftrip a um destino ainda pouco conhecido nos roteiros de surf.
A Teresa Abraços convidou o Xaninho e o Justin Mujica para se juntarem a ela e descobrir o melhor surf de Moçambique.
Depois de aterrarem em Maputo, a capital, seguiu-se uma viagem de 500km a Norte, para chegarem a Tofo, um dos melhores spots de surf da costa moçambicana. E foi aí que alugaram uma casa fantástica mesmo colada ao mar, que serviu de centro de operações. Durante estes dias exploraram os melhores spots da zona, nomedamente as direitas de Tofinho, talvez a onda mais exigente.
Mas esta viagem esteve longe de ser apenas surf. Os surfistas queriam conhecer melhor as comunidades locais, a sua cultura, hábitos e dificuldades, num país que ainda sofre bastante com a falta de recursos económicos. Visitaram escolas, ofereceram lembranças e sobretudo esforçaram-se por animar o dia das crianças que os recebiam de braços abertos. A impressão com que ficaram do povo local, não podia ser melhor. Um povo sempre sorridente, humilde e simpático.
Também durante a viagem tiveram oportunidade de mergulhar para ver a enorme fauna marinha existente nas águas límpidas do Índico. Tubarões baleia, Tartarugas, raias e inúmeros peixes tropicais, foram algumas das vistas que tiveram.
E durante as refeições havia que aproveitar o peixe fresquíssimo que os pescadores lhes traziam. O Xaninho aproveitou para melhorar os seus dotes culinários.
Parabéns à Surftotal pelo excelente vídeo que nos trouxe, sobre um país que merece mais atenção da comunidade internacional.
25/06/2010
Xaninho e Teresa Abraços a surfar Moçambique – O trailer
Os Bolt Riders Alexandre “Xaninho” Ferreira e a Teresa Abraços foram recentemente à descoberta do melhor surf em Moçambique, um país ainda pouco explorado neste desporto.
Este Domingo no Surftotal TV, na RTPN às 20h00, podes ver a reportagem completa desta viagem espectacular.
E não esperes só surf. O convívio com as comunidades locais, as maravilhosas paisagens e várias imagens de um país africano que tem tanto para descobrir.
Para já deixamos-te o trailer para te aumentar a curiosidade.
21/06/2010
O Raio a surfar na Costa Rica – Pura Vida
Justin Delanne e Pekel a surfar com remos. Dava tempo para tudo.
Mais dois dias de Pura Vida…
Os dias começam muito, muito cedo no Rancho Burica, o tempo passa lentamente, sente-se o ar pesado e húmido, para onde quer que o nosso olhar se desloque tudo é paradisíaco… Pekel a explorar mais uma esquerda interminável de Pavones
O Bolt Team passa os dias a surfar, a fotografar, a filmar… a comer, a fazer exercício físico, a dormir nas camas de rede sob as palmeiras, a relaxar nos cadeirões em frente ao mar.
À noite todos querem ver as fotografias e os filmes, fazer comentários e palhaçadas. Justin “Bridou” Delanne a enterrar bem o rail.
A boa-disposição é geral, apenas uma pequena lesão do Ximenez ensombrou a viagem. Como não há hospital perto (e o único hospital nas redondezas, que fica a cerca de 1h45 min. de viagem, apenas dispõe de máquinas de raio-x), por entre as pessoas que se encontravam por perto e se juntaram em volta da nossa van, surge alguém que diz que há um médico que está cá numa casa relativamente perto. Fomos vê-lo, depois de comprarmos sacos de gelo. O médico, um americano de fisionomia índia e um ar um tanto místico, observou cuidadosamente a coxa do Ximenez e aplicou-lhe uma ligadura forte e deu-lhe uns comprimidos. Recomendação: alguns dias de descanso, ligadura de dia, gelo à noite, massagens se não houver dor… será apenas um estiramento, estamos todos a torcer para que melhore rapidamente. Uma pausa para fotografar o novo catálogo Primavera-Verão 11
E como a notícia se espalhou num ápice, por onde passávamos todos perguntavam sobre o seu estado, dando conselhos e oferecendo ajuda… houve até um tico, grande surfista local, que veio ao rancho à noite oferecer uns comprimidos e um unguento especial para a rápida recuperação no nosso rider. Mas mais tarde viemos a descobrir que se tratava de uma rotura de ligamentos, e o Miguel já não conseguia surfar mais, ainda por cima no início da viagem… A macacada também a desejar as melhoras ao Ximenez.
Já vimos papagaios, pequenas iguanas, macacos, e outros animais. É quando começa a chover que os macacos anunciam que estão por perto, emitindo os seus ruídos característicos.
A localidade mais perto do rancho é Punta Banco, onde existe uma escola, uma igreja e um mini-supermercado. Aqui as pessoas deslocam-se vagarosamente, com a humidade colada à pele tostada, a pé, de bicicleta, a cavalo. Com todo o tempo do mundo, há um tico que pára o cavalo, empunha uma catana numa mão e um coco na outra e com um corte certeiro faz uma pausa revigorante.
Mais à frente vemos crianças de sorrisos abertos a espreitar pela porta da escola.
Há caminhos secretos que entram pela selva que nos levam a miradouros onde a vista é simplesmente divina.
Como se diz por aqui… isto é verdadeiramente LA PURA VIDA!
16/06/2010
O raio a surfar na Costa Rica – O take off
A primeira sessão de surf na Playa Hermosa, ainda no meio da viagem para Pavones
Pelas três da tarde locais, a Lightning Bolt crew, formada pelos team riders Pekel, Miguel Ximenez, Txaber Trojaola, Léa Mengual, Gege Brasset e Justin Delanne, acompanhados do Sérgio Rosário, Gonçalo Martins, Nuno Cardoso, Ricardo Bravo e a Maria João Nogueira, chegou finalmente à capital da Costa Rica, San Jose.
Abraçados pelo calor e humidade típicos dos trópicos, saímos do avião para descobrir que não tínhamos chegados todos afinal… Faltavam as malas e as pranchas!!! Mas apesar de ficarmos apenas com as mochilas às costas e de termos de aguardar pacientemente em fila para reclamarmos os nossos pertences, a boa disposição dos locais, que frequentam habitualmente as redondezas do aeroporto, foi contagiante e rapidamente recuperamos a energia e esquecemos este azar. Fomos recebidos por cânticos e sons improvisados e sorrisos acolhedores – Bien Venidos a Costa Rica! À entrada do parque natural para visitar a cratera principal
Sem grande stress, alteramos os nossos planos e decidimos esperar mais um dia em San Jose para podermos partir rumo ao sul com tudo o que era preciso para enfrentar as ondas.
A hora do jantar foi a risota. Recomendaram-nos um simpático e pitoresco restaurante perto do hotel, onde experimentamos os típicos Casados… mas confeccionados com um toque muito especial! Do nada, parte do team invadiu literalmente a cozinha e ajudou a cozinheira a preparar as refeições. A liderar estes aprendizes estava, como não podia deixar de ser o Chef Pekel! Os Casados estavam deliciosos! Era isto mesmo que estávamos a precisar para repor energias e descansar em pleno. A meio de uma viagem normalmente para-se numa estação de serviço. Aqui para-se para ver crocodilos.
Às seis da manhã de domingo estávamos já preparados para arrancar para uma visita ao vulcão. Mas “San Jose” não ajudou e tivemos logo de comprar uns coloridos impermeáveis na loja do parque natural, porque a chuva começou a cair intensamente. Chegados ao topo… foi a risota e a desilusão total : As vistas sobre a cratera mesmo ali em baixo não passavam de uma enorme e densa névoa, com muita chuva à mistura!
Regressados ao nosso relaxado hotel Dos Palmas, aguardávamos agora a chegada do já mítico Rory Russell e da Joana Machado… e das nossas malas e pranchas, para darmos um salto ao centro da cidade.
Seguia-se uma longa mas fantástica viagem para o Rancho Burica e entretanto, por entre as gotas da chuva e o barulhos do voo rasante dos aviões, só se ouve “Então, quando é que vamos surfar?
O Bolt Team estava ansioso por arrancar de San José rumo ao Rancho Burica, a 5km de Pavones, e claro, pela primeira surfada desta surftrip, por isso, às 6 da manhã estava já tudo a postos para começar a longa roadtrip até ao sul da Costa Rica. O team todo trajado a preceito para enfrentar um primeiro dia de chuva
Os três carros partiram carregados de malas, pranchas e excitação. O bom tempo estava de volta e o calor apertou intensamente durante quase toda a viagem.
Reinaldo, o nosso guia e co-proprietário do rancho, liderava o caminho e prometeu-nos logo uma primeira paragem muito empolgante: Ver crocodilos! E assim foi, sobre uma ponte que cedia passagem entre as margens de um rio largo e lamacento, o Rio Tarcoles, espraiavam-se ao sol, dentro e fora de água, vários crocodilos de dimensões consideráveis.
De volta à estrada, a interrupção seguinte foi para conhecermos Jaco, uma cidadezinha costeira, ou melhor dizendo, uma estrada ladeada de casas em segunda linha com a marginal, por se tratar de um centro de surf. Parámos para uma fashion session, visitámos um shaper e uma das maiores surfshops da área, onde Rory Russell foi recebido entusiasticamente pelo proprietário da loja, o americano Chuck Herwig. Depois de muitos abraços, troca de t-shirts e autocolantes, fotografias e filmagens, saímos com a garantia de que, sendo agora «Chuck’s friends», seríamos muito bem recebidos em todo o lado! O Rancho Burica estava a aproximar-se e deixava de ser uma miragem
A primeira surfada tinha de acontecer a qualquer custo, e o Txaber não fugiu aos trabalhos
Rory “The Dog” Russell foi logo recebido em grande na primeira surfshop pelo proprietário, o Chuck Erwig.
E teve logo uma sessão de autógrafos
Mas o team queria era surfar e então Reinaldo levou-nos à famosa Playa Hermosa, onde todos tiraram a barriga de miséria, excepto as meninas, porque a corrente estava muito forte. E lá seguimos viagem depois da primeira surfada na Costa Rica. Miguel Ximenez a dar de caras com uma recepção volumosa de espuma.
Por agora é tudo, mas continuem atentos, pois o melhor ainda está para vir.
ALOHA
28/05/2010
O Raio na Costa Vicentina – Free Surf
Pekel iniciou os trabalhos na Arrifana, e logo com um tail slide ao seu estilo
A Lightning Bolt juntou alguns dos seus team riders e partiu à descoberta da Costa Vicentina para surfar os vários spots daquela espectacular paisagem natural. A representar a marca do raio foram o Nuande “Pekel” Silva, conhecido pelo seu surf new school muito power, o free surfer do Porto, Nuno “Pumas” Corte Real, e também o David “El Gaston” Raimundo. A base das operações foi em Vale da Telha mesmo entre Arrifana e Monte Clérigo, um local estratégico para escolher com rapidez qual o melhor spot para surfar em cada dia. O Nuno “Pumas” Côrte Real, surfista do Porto, não se ficou atrás e mostrou logo a côr das quilhas.
David “El Gaston” Raimundo não estava totalmente recuperado da lesão do TMN PRO, mas vingou-se no Poker
As ondas nem sempre estiveram com tamanho o que nos obrigou a passar mais tempo a procurar os melhores spots, mas as surfadas da Arrifana e da Ponta Ruiva valeram bem o esforço.
Depois das surfadas, seguiam-se os preparativos para os churrascos e estudo das receitas que iriam fazer parte das jantaradas, que tinham de ser bem compostas para acalmar os estômagos esfomeados dos surfistas. O Pekel chegou mesmo a sentar-se na prancha. Só lhe faltava o café na mão esquerda.
O Pumas assumiu-se logo como o chef do barbecue e o David Raimundo comprovou a sua experiência das viagens com o Surftechnique e apresentou um delicioso Strogonoff que calou aqueles que tinham mais dúvidas sobre a sua arte na cozinha.
Curiosamente, o verdadeiro chef de profissão, o Pekel, não esteve para aí virado e quis mesmo fazer férias das facas e das travessas.
Para fazer a digestão seguiam-se concertos de guitarra com a Maria Pessanha ou o Pumas, e mesas de poker com os homens da casa. Pumas na Amoreira a reinar em cima do lip
Pekel na Ponta Ruiva Pumas a abrir o jogo
Os três mosqueteiros das ondas na Costa Vicentina.
26/05/2010
Teresa Abraços e Alexandre Ferreira em Moçambique
Alexandre «Xaninho» Ferreira e Teresa Abraços partem este Sábado para uma surftrip de 15 dias pelas paradisíacas praias de Moçambique.
Com eles viajará um fotógrafo da revista «Surf Portugal» e um cameraman do programa de tv e internet «Surftotal», além do surfista ex-campeão Europeu, Justin Mujica.
Esta viagem tem também como objectivo principal uma visita a uma escola primária, onde os nossos atletas entregarão às crianças diverso material como por exemplo, mochilas, bonés, esferográficas, t-shirts, brinquedos, etc.
A região do país onde esta acção decorrerá, será Inhambane. Trata-se de uma zona cerca de 500 kms a norte de Maputo, onde há milhares de crianças órfãs de pais vítimas de sida.
Sempre que possível vamos manter-te actualizado sobre esta viagem. Mas como o acesso à internet naquela região nem sempre é garantido, podemos ter dificuldades em conseguir ter contacto com eles durante a viagem.
11/05/2010
Israel Rocha em surftrip na África do Sul
O nosso mais recente team rider está até 7 de Junho em surftrip na África do Sul. O Israel está no primeiro mês em Plettenberg Bay e já apanhou ondas de sonho, para não falar da enorme diversidade da fauna que tem visto e da experiência cultural que está a ter. Mas nada melhor do que ouvir o próprio sobre esta grande viagem:
“Os primeiros dias surfei em Plettenberg Bay, uma onda muito boa, sempre para a direita, consegui fazer umas fotos lá, em dia não muito especial em que os locais estavam surfando outro pico de melhor qualidade. Tem um local aqui que me acolheu, me apresentou para os locais, me conseguiu uma moto bem barata para ter como pegar as melhores ondas todos os dias, e o melhor de tudo é que surfo num secret com ele aqui praticamente todos os dias, com ondas alucinantes, de sonho. Parece desenho, uma atrás da outra, direitas muito longas e perfeitas, estou pegando muita onda boa, treinando bastante meu backside. Estou tendo dias maravilhosos, uma viagem perfeita.
Há uma semana atrás foi o melhor dia de onda aqui, uma onda de 5 sesssões, perfeita, com canal de retorno, um local apareceu com a namorada e ela tirou a câmera da mochila, foi a maior confusão, não deixaram ele entrar na água, quase que a coisa foi feia. Eu estou bem tranquilo, respeito "as regras" do pico e os locais, e estou conseguindo pegar as melhores ondas junto com eles. Só tem um local que é goofy que surfa essa onda, isso é uma vantagem para mim, porque ganho mais moral na água, porque a onda é fundo de pedra, rápida e muito rasa...
Além da dificuldade em tirar fotos, é que bem pertinho desse secret, é a "casa dos tubarões". Numa praia perto do secret tem diversas focas e eles vão até ali para se alimentar. Você não pode se preocupar muito na água, mas tem que ficar sempre alerta. Tirei foto do line up vazio na praia dos great white shark. Já fiz alguns passeios, vi muitos animais lindos, mas ainda não fiz safari, o que tem aqui perto não é muito grande. Vou esperar quando for para o lado de Durban, porque agora estou na Garden Route.
Percebi que a África do Sul é um país muito rico, mas que tem uma desigualdade social muito grande, ainda tem muitos problemas em relação a racismo, mas percebe-se que tudo caminha para o lado do bem, as pessoas são receptivas e estão recentemente levando uma vida nova, conquistando novas coisas. Está sendo muito bom viver isso e sentir essa vibração.
Ainda tenho pelo menos um mês aqui na África do Sul e estou pretendendo ficar mais uns 15 dias por aqui surfando esse secret, porque as condições indicam que ainda vai ter onda por um bom tempo aqui. Vou poder treinar bastante, depois vou acompanhar a ondulação e surfar outros lugares e fazer fotos. Depois pretendo ficar mais uma semana em J`Bay e uma semana na África "virgem", no lado do Oceano Índico, onde a água é mais quente e tem ondas perfeitas.”
Agradecemos à Giovanna Marcondes, que gentilmente nos cedeu as fotos.
30/04/2010
Os melhores momentos de surf no Hawaii
O Xaninho estava pela primeira vez no Hawaii e foi logo comer o prato principal – Pipeline de gala.
Chegamos ao Hawaii de noite e para despertarmos de uma viagem de quase 2 dias, nada melhor do que ser recebido por um dos ícones de Pipeline… Sir Rory Russell. É impressionante sentir a sua constante boa disposição e ouvir as histórias que tem para contar. Conhece o Hawaii como poucos, ganhou por duas vezes o Pipeline Masters e, apesar de toda a fama e glória, mantém-se humilde e despretensioso. Um verdadeiro exemplo do soul surfer. Nicolas Pinot, o nosso representante em França também se estreou em Pipeline.
Ao contrário da década de setenta, os nossos team riders não dominavam as ondas havaianas, aliás, como dissemos antes, muitos chegavam a esta ilha pela primeira vez. O que faltava em experiência era compensado pela vontade de surfar ao máximo e de usufruir das melhores ondas até ao limite. Não estava em causa provar que eram os melhores, mas sim desfrutar e conhecer melhor algumas das ondas mais difíceis do planeta.
Fomos directos para o North Shore, para umas casas mesmo coladas a Waimea, e o Hawaii, mesmo de noite, mostrou-nos logo que não estava para brincadeiras. O som da rebentação impunha respeito. Adivinhavam-se dias com ondas grandes… O Pedrinho Soares a mostrar a garra de Carcavelos.
E assim foi. No dia seguinte, Pipeline estava gigante com sets de 5 metrões, mas ainda um pouco desordenados. Poucos estavam na água, mas só de ver já era impressionante. Não eram as condições mais “seguras” para surfistas se estrearem em Pipeline.
Logo a partir desse dia, interiorizamos os dois conceitos essenciais para surfar bem no Hawaii. O primeiro é o respeito e conhecimento do mar. As ondas no Hawaii têm bastante mais força do que na Europa. É uma ilha isolada no meio do Pacífico e o mar tem muito menor oposição das plataformas continentais. Além disso, as bancadas de coral muitas vezes são rasas e uma má entrada na onda pode facilmente levar a lesões graves. O segundo é a calma, uma característica dos locais. Têm uma serenidade e paz de espírito notáveis. Para surfares ondas grandes no Hawaii é praticamente proibido entrares nervoso, só vai complicar as coisas e vais gastar energias que podem ser preciosas. Txaber Trojaola, o team rider espanhol a voar em Haleiwa.
Mas outra coisa óptima no Hawaii é haver spots com tamanhos para todos os gostos e, assim, lá fomos para outro spot mais “amigável” no primeiro dia.
Claro que todos os surfistas queriam surfar Pipeline com ondas grandes, mas o mais importante era surfarem descontraídos, divertirem-se e conseguirem, acima de tudo, evoluir no seu surf, e nem sempre os spots mais famosos são os ideais, onde há o fantasma do crowd com a fama de muito localismo e agressividade.
Os nossos team riders não tiveram qualquer problema com o crowd durante toda a viagem, mas sentiram a tensão constante na água, especialmente nos picos mais famosos do North Shore: Pipeline, Sunset e Rocky Point.
No segundo dia, com Pipeline ainda bem imponente, com sets de 10 a 12 pés, uns 4 metros, o Xaninho foi o herói do dia ao dropar uma das maiores bombas. Outra vez Alexandre Ferreira a encaixar perfeitamente nos tubos de Pipeline.
Muitos dos team riders conseguiram vencer os seus receios nesse dia e concretizar o sonho de surfar Pipeline. Durante os outros dias, o team andou a surfar vários spots ao sabor das condições do vento, do crowd e do estilo de cada um.
Haleiwa foi outro dos spots mais surfados, com uma onda muito manobrável ideal para o estilo do Txaber e também do Gege Brasset. E como não podia deixar de ser, ninguém saiu da ilha sem surfar Sunset e Rocky Point, e outros secret spots incríveis.
Jeremy “Gege” Brasset, em Haleiwa
Outro dos momentos altos da viagem foi, sem dúvida, assistir à sessão de ondas grandes em Waimea, num dia em que as ondas chegaram aos 30-35 pés. Um espectáculo impressionante só de ver, sensação que, sinceramente, só é possível experimentar estando lá. Surfistas com pranchas nunca inferiores a 10’ e um aparato de salva-vidas munidos de motas de água e helicópteros quase que teatralizavam uma sessão absolutamente incrível.
Mas esta viagem não era só surf. Era o regresso à nossa terra natal. Queríamos conhecer os lugares, as pessoas e as histórias que fazem parte do imaginário da marca. E assim, o after surf era sempre recheado de convívios e barbecues onde aproveitávamos para conhecer surfistas e shapers ligados à história da marca, e para nos conhecermos melhor, já que o team tinha aquisições muito recentes. Jord “Flying Dutchman” Fortmann o team rider holandês não esteve apenas no shape com o Rory Russell.
David Raimundo num bottom turn muito profundo em Pipeline.
Além do team europeu juntaram-se também a nós alguns elementos da equipa da Lightning Bolt EUA, também agora a renascer em Venice Beach, na Califórnia.
Jonathan Paskowitz, o brand manager da marca nos EUA, era, a par de Rory Russell, o nosso guia e orientador de viagem. E era ele o Chef do nosso grill nos jantares ao ar livre. E que mérito teve ele em conseguir alimentar o pessoal todo, sempre esfomeado.
Entra aqui para veres todas as fotos de surf.
19/04/2010
BOLT MAG – NOVA EDIÇÃO PRIMAVERA VERÃO ONLINE
Na barra em cima clica para veres em fullscreen, fazer download ou imprimir.
A quarta e mais recente edição da Bolt Mag mostra-te o que andamos a fazer nos últimos seis meses.
Entre todas as notícias destacamos:
The Trip: Hawaii 2010 – Return to the Source
Collection: Primavera-Verão 2010
A Pure Source: Graham Smith – Vida de Shaper
Highlightning: Radio Cuba
We Like: Rémi Bertoche
Profile: Txaber Trojaola
Worldwide Bolt: Os nossos Bolt Riders à aventura no México, Indonésia e Filipinas
Bolt Lab: Nova Colecção de Pranchas
Stuff: Breves da Marca
Bolt4Free: Em cada edição oferecemos-te prémios… Apenas tens de ser um dos melhores no desafio proposto!
A edição impressa gratuita chega brevemente a todas as lojas Lightning Bolt e também a todos os revendedores autorizados. A edição para Portugal está em Português.
12/04/2010
Surftrip no Havai – o video oficial – Parte II
Hoje apresentamos-te a segunda parte do vídeo da surftrip ao Havai, com os nossos team riders da Lightning Bolt Europe a surfar o North Shore
Team Riders: Alexandre "Xaninho" Ferreira, David Raimundo,Jeremy Brasset, Jord Fortmann, Nicolas Pinot, Pedro Soares, Txaber Trojaola.
Onde: Pipeline, Haleiwa, Puena Point
O Txaber Trojaola, o nosso patrocinado espanhol do país basco esteve lá e fala-nos um pouco mais sobre Haleiwa, um dos spots onde estiveram a surfar:
Foi a tua primeira surftrip com a Lightning Bolt, quais eram as tuas expectativas?
Tudo era novo para mim, por isso queria conhecer melhor a equipa e passar bons momentos, apanhar boas ondas e conseguir boas fotos.
Mas não foi a tua primeira viagem ao Hawaii…
Foi a minha terceira ida ao Hawaii, mas nunca convivi tão de perto com os havaianos! Tive a oportunidade de surfar novos spots.
Surfaram alguns dias em Haleiwa, porquê?
Fomos lá algumas vezes pois tinha menos crowd e também queríamos um surf mais relaxado e divertido. As ondas não são tão grandes, nem tão perigosas como Pipeline.
Como descreves as ondas que surfaste em Haleiwa, em comparação com os spots clássicos como Pipeline e Sunset?
É uma onda diferente, completamente diferente. É uma direita potente e com muita corrente. Mas é muito manobrável e, de vez em quando, dá uns tubos.
Em que condições de vento e direcção de swell funciona melhor?
Sem vento ou vento de sul e penso que o swell deve ser de norte. Para surfar Haleiwa precisas de algum tamanho de swell.
Também surfaste Pipeline, Sunset e outros spots. Qual achas que se enquadra mais no teu estilo?
Gosto muito de Sunset e penso que Pipe também pode ser uma boa onda também. Mas preciso de conhecê-la melhor e ganhar mais confiança. Normalmente está cheia de crowd e senti alguma pressão e stress. Não me senti tão bem 100% preparado.
E os locais fizeram-te a vida negra na água?
Nunca tive problemas lá, mas a luta na água é grande e as posições de cada um são claras. Eu gosto de estar tranquilo, à espera do meu momento e da onda. Não há nada como surfar só com alguns amigos na água…
A equipa era um autêntico melting pot europeu. Como é foi conviver com surfistas portugueses, franceses e um holandês?
Foi muito bom. São boas pessoas e foi mesmo divertido dentro e fora de água.
26/03/2010
Surftrip ao Havai - O vídeo oficial – Parte I
A última surftrip da Lightning Bolt Europe teve um significado muito especial. Foi o regresso da marca às sua origens, onde tudo começou em 1971. Foi o regresso ao North Shore havaiano.
De Portugal foi o Alexandre "Xaninho" Ferreira, o David Raimundo e o Pedro Soares. Ao seu lado estiveram os recentes team riders de França, Espanha e Holanda: Jeremy Brasset, Nicolas Pinot, Txaber Trojaola e o Jord Fortmann.
Durante esta viagem, os team riders experimentaram várias condições de mar, inclusivé ondas de 10-12 pés em Pipeline, o sonho de quase todos os surfistas.
Deixamos-te aqui a primeira parte do vídeo da surftrip, que também inclui alguns momentos do making-of da sessão de fotografia para o catálogo Outono-Inverno 2010.
O vice campeão nacional Alexandre “Xaninho” Ferreira foi dos team riders que se destacou mais em Pipeline e fala-nos aqui um pouco da primeira experiência num dos picos mais admirados de todo o mundo:
Estavas com grandes expectativas para esta viagem, em especial pela mítica onda de Pipeline. Qual foi a tua sensação quando chegaste à praia pela primeira vez?
Estava muito feliz por realizar mais um sonho. Foi muito importante para mim como surfista. Pipeline é uma onda espectacular, só de olhar dá arrepios aos mais corajosos.
Na verdade estudei a onda durante três dias, pois estava muito grande e sabia que não podia falhar muitas vezes.
São poucos os que se estreiam em Pipeline logo com 4 metrões. Como é que estava a tua cabeça quando entraste? Não estavas com receio?
Sim, estava consciente que depois de entrar não havia regresso sem surfar, mas as ondas estavam lindas. A previsão era de 10 a 12 pés, os tubos eram perfeitos, não havia vento e estavam uns 20 na água. Seria um grande crime não entrar, mas estava mais focado no objectivo de fazer um tubo e rezar para não morrer.
Uns minutos de entrares, apareceste logo a dropar uma das maiores do dia. Diz lá como é surfar uma destas ondas?
Depois de muitas dicas e grandes histórias contadas pelo nosso mentor local, o Rory Russell, e pelo Jonathan Paskowitz, sabia que tinha que estar “away from the pack”, ora isso s significava estar mais outside ou nos rabinhos. E as sobras não eram o meu forte, coloquei-me o mais dentro do pico possível e, com muita dádiva, a minha primeira onda foi um sonho.
E crowd neste pico? Sempre é aquele pesadelo que se lê em muitas histórias?
Sim, tem muito crowd por ser um destino mundial e está na rota de todos os surfistas, e ainda por cima dos melhores. Mas Janeiro foi uma altura muito boa, já fora do stress competitivo.
E as pranchas que levaste? Foi a escolha acertada?
Penso que tomei a decisão mais razoável: levar 2 pranchas pequenas e comprar lá algumas, que são muito diferentes.
Agora já tens a do que é preciso para ser um Pipeline Master. Quais são os ingredientes principais?
Para ser um Pipeliner temos que estar muito bem preparados fisicamente e respeitar o mar. O resto é com a onda. Pipe trata de ti.
Aqui a noção de respeito pelo mar ganha ainda uma dimensão maior. Avaliaste com mais cuidado as condições do mar?
Sim, sem dúvida que foi muito importante passar alguns dias a avaliar o estado do mar. Sem esse conhecimento teria estado em apuros.
28/01/2010
Hawaii – Mais Surf
Pedro Soares apresenta-se ao Hawaii em modo vertical
O Hawaii é sem qualquer dúvida um paraíso para qualquer surfista. E uma das melhores coisinhas é que não estás muito dependente da direcção do vento. Neste dia o vento estava mesmo mau nos melhores spots, mas graças aos nossos conselheiros, tivemos uma manhã com bom surf. O segredo era Puena Point (Haleiwa), uma praia tão paradisíaca que inclusivé filmaram lá algumas cenas da série Lost. Gege Brasset, o nosso team rider francês, faz sempre questão de mostrar carves em alto estilo.
David Raimundo, um dos mentores do projecto Surftechnique, esteve sempre cheio de garra.
Jord Fortmann, o nosso team rider do país laranja (Holanda) num bottom-turn muito profundo
Outra vez Jeremy Brasset muito concentrado no seu emprego
O Pedrinho estava em grande forma e mandou-se a todas que podia.
Jord Fortmann (esquerda) e Nicolas Pinot (direita) nas rochas para mais um arranque
Gege Brasset explica-nos como se desenha a chamada linha de onda